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GERENCIANDO A ANSIEDADE   (Pra. Elaine Dias)

        Vários fatores podem contribuir para o desencadeamento de um desenquilíbrio nos níveis da ansiedade. Existem aspectos químicos como a carência da vitamina B12, o uso pesado da cafeína, álcool, tabaco, açucar e etc, bem como, influências de disfunções das glândulas adrenal, tiróide e pituitária; agora, sem sombra de dúvidas, as implicações psicológicas também são monumentais. Episódios de intensa dor, traumas infantis não resolvidos, traços de uma personalidade de alta-ansiedade, dificuldades de relacionamento e adaptação, crises de identidade sexual, menopausa e andropausa, experiências constantes de fracassos, perda de perspectiva de futuro, baixa auto-estima, intensa auto-crítica e auto-piedade, entre muitos outros, podem, lenta e gradativamente, se associarem a estas condições químicas e gerar o perfeito combustível para desenvolvermos um quadro de ansiedade patológica e/ou Síndrome de pânico.

     Portanto, em ordem de nos dirigirmos de maneira eficaz a estes problemas temos que ir fechando todas as portas de possibilidades. Em primeiro lugar, se ansiedade é o seu problema considere a vitamina B12, não faz mal algum e pode vir a fazer muito bem. A deficiência da mesma está relacionada, além da ansiedade, com mudanças súbitas de comportamento e humor (tristeza/alegria), estado confusional, anemia, fadiga, estresse e etc. Em segundo lugar, reduza ou elimine completamente a ingestão de CATS ( Cafeína, Álcool, Tabaco e Sugar- Synopsis of Psychiatry, 1997), estes não somente podem significativamente contribuir para um surto ansioso, bem como, comprometer o seu estado geral de saúde física e mental.

     Outro fator importantíssimo é aprendermos a praticar a respiração diafragmática. Durante um episódio ansioso ou ataque de pânico nossa respiração se torna mais acelerada ou mais profunda (hiper-ventilação) do que é necessário para atender as demandas do nosso organismo de oxigênio e da remoção de dióxido de carbono; ao respirarmos desta maneira, o nível de dióxido de carbono cai drasticamente na corrente sanguínea... 50% em apenas trinta segundos. Muitos pensam que o dióxido de carbono é apenas o "lixo" da respiração, mas na verdade ele é muito importante para a manutenção do nível do PH (base-ácida) no sangue, e é o químico utilizado para regular a respiração. Portanto, hiper-ventilação ou respiração acelerada das regiões superiores dos pulmões, eleva o PH das células nervosas, tornando-as extremamente excitáveis, ativando assim toda a resposta sintomática de lutar ou fugir.

     Por tudo isto, ao utilizarmos a respiração diafragmática, ou seja, quando as regiões baixas dos pulmões se enchem de ar, devagar e profundamente, pressionando o diafragma (musculatura que envolve os pulmões) para baixo, fazendo com que a região abdominal se expanda e contraia a cada fôlego, relançando mais dióxido de carbono na circulação sanguínea, somos então, capazes de normalizar o ritmo da respiração e revertermos o quadro de pânico (você pode por a mão no estômago para ter certeza que está respirando corretamente). Agora, quando um ataque de pânico já foi desencadeado, o ideal é respirar dentro de um saco de papel pequeno, pois ao respirar este ar "viciado", repleto de dióxido de carbono, o mesmo será reposto na corrente sanguínea com mais rapidez. Devemos entender que podemos controlar nosso corpo e não ser controlado por ele, e nos educarmos a praticar este tipo de respiração várias vezes por dia, todas as vezes que nos sentirmos ansiosos, ameaçados, frustados, e/ou sempre que temos que esperar por alguma coisa (filas, trânsito, etc.), por exemplo.

     Outra maneira de suavizar os sintomas da ansiedade aguda, é tomando conhecimento dos sentimentos de raiva que nós sentimos. Às vezes, nós temos um medo indetectável de sentir raiva, pois a mesma é um agente promovedor de ansiedade. Entretanto, enquanto raiva permanecer sem tratamento, os sintomas de ansiedade permanecerão no lugar. Quando nós sentimos raiva por causa de uma experiência passada- quando nós lembramos da ira aterrorizante de um dos nossos progenitores, ou quando éramos severamente criticados por manifestar raiva- o próprio sentimento da raiva, ainda que se mantenha inconsciente, pode produzir ansiedade. Aqui, é preciso ajuda profissional: a chave para reduzir este tipo de ansiedade é diminuir o senso de tensão e estresse do indivíduo, enquanto o terapeuta eleva a conscientização dos sentimentos de raiva, de maneira que possam ser tratados em terapia.

     Outra alternativa de controle da ansiedade, é aprendermos a desligar o cérebro que não pára de ruminar (pensa de novo, de novo, e de novo) pensamentos estressantes, que criam náusea e tensão as quais destroem toda a qualidade de vida. Esta ruminação cerebral sufoca a nossa vida mental e emocional, e não dá descanso. Neste caso temos que nos educar, disciplinar a focar o nosso pensamento, bem como, aprender técnicas de como substituir pensamentos, eliminar preocupações desnecessárias, e assim darmos uma chance para a nossa mente "esfriar" e descançar.

     Genericamente falando, também pode ajudar muito a reduzir a ansiedade: dormir bem, alimentar corretamente, praticar algum tipo de exercício, divirtir um pouco, e seguir uma rotina de auto-cuidado; enfim, exercer amor-próprio.

     Agora, a paz, o descanço e a esperança que muitos perderam ou que talvez nunca conheceram, podem ser infalivelmente achados na Rocha Sólida das nossas vidas. Sem Ela, vivemos em terreno movediço, repleto de instabilidade, imprevisibilidade, inseguranças, imperfeições, e à mercê de forças adversas. Despreocupação vem também, em sabermos que não obstante os ventos contrários que sopram contra nós, a nossa vida está segura quando colocada nesta Estrutura Inabalável, nesta Âncora Irremovível... Jesus!!.


 

 

 

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